Precisa-se de mais transporte público
O acidente ocorrido nesta semana na Avenida Sumaré foi marcante por envolver um ciclista. Mas diariamente morrem motoqueiros nas ruas de São Paulo, onde o asfalto é constantemente cenário de briga entre carros e motos. As estatísticas vão além da falta de lugar para as bicicletas em SP. Reina a burrice de que avançar sobre a faixa de pedestre gerará ganhos espetaculares, quando o motorista ignorante apenas terá se deslocado menos de 2 metros no congestionamento cada vez mais constante.
A culpa em última instância é da Prefeitura. Opções para locomoção em São Paulo restringem-se ao automóvel privado e ao transporte coletivo. Bicicleta não é uma opção. A tal da faixa para ciclistas que liga diversos parques, organizada nos domingos, não passa de uma opção de lazer.
Seria muito bem-vinda a criação de um espaço reservado para os ciclistas, tornando este lazer em uma opção de transporte. Entretanto, não deveria ser prioridade da política de transportes para o município.
A prioridade deveria ser novos corredores de ônibus em locais onde inexistem ou a ampliação onde existem, mas são insuficientes. Assim como a contínua expansão do metrô, mesmo a contragosto daqueles que repelem “gente diferenciada”. Enfim, uma política que privilegie o transporte coletivo, mesmo que tire espaço dos carros e motos. Afinal, quem tem opção, prefere muito mais encarar um congestionamento dentro do seu carro do que dentro do ônibus. Enquanto não houver o incentivo de um transporte público rápido e de qualidade, o paulistano seguirá acrescentando mais carros às ruas e congestionamentos. E o espaço será cada vez mais diminuto.
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